quarta-feira, 10 de maio de 2023

Morte da missionaria: acusados do crime macabro serão julgados na quinta-feira 11 em Redenção


Está marcado para acontecer nesta quinta-feira (11), o julgamento dos acusados de envolvimento na morte da missionária Francisca Vaz  e da cabeleireira Joanice Oliveira de Jesus, na cidade de Redenção, no sul do Pará.

A sessão do júri está marcada para iniciar, as 9 hs no auditório do Fórum de Justiça da Comarca de Redenção, localizada no Setor Parque dos Buritis.


O julgamento será presidido pelo Juiz Bruno Carrijo, que substitui o juiz titular da Comarca.

Após a conclusão do inquérito policial feito pela Polícia Civil, cinco pessoas foram apontadas como envolvidas na morte da missionária e da amiga dela, a cabeleira Joanice Oliveira. O crime chamado de culto macabro pela imprensa, chocou a população , pela forma cruel como as vítimas foram assassinadas. 

Um crime que até hoje, está envolto em mistério, mesmo com a polícia , apontando o genro e a filha da missionária, como os principais suspeitos de terem mandado matar a missionária. O réu confesso Ricardo Pereira, mudou a versão varias vezes , durante o processo. Para a Polícia Civil, ele confessou que matou a missionária a mando de Jean Altamiro , e que contou com a ajuda do casal Wesley e Eucilene, e que receberia R$ 5 mil para matar a missionaria.

Já diante do Ministério Público, ele mudou a versão e disse que matou sozinho as duas mulheres e que acusou os outros por se sentir pressionado pela polícia. 

Serão julgados Jean Altamiro, genro da missionária, acusado de ser o mandante da morte da sogra; Aline Vaz, filha da missionária e esposa de Jean. O casal Wesley Silva e Euzilene Alves, acusados de juntamente com o réu Ricardo Pereira Lima da Silva, terem assassinado a missionária e da jovem, de quem eram amigos, e que só teria sido morta por estar na casa da missionária no dia crime. A previsão e de que o julgamento aconteça dentro do período de dois dias.

O crime que aconteceu no dia 9 de abril de 2017, foi considerado um crime macabro, principalmente porque três dos envolvidos eram considerados como pessoas religiosas evangélicas e participavam da mesma congregação da missionária.

 O casal Wesley Silva e Euzilene Alves, são apontados  como aqueles que ajudaram o réu Ricardo Pereira Lima da Silva, a praticar o assassinato da missionária e da jovem Joanice, que foi morta por estar no lugar errado na hora errada.

A filha da missionaria Aline Vaz, que encontra recolhida no presídio feminino da  cidade de Marabá, terá como advogado de defesa Arnaldo Ramos, da cidade de Marabá. Os réus Euzilene Alves, Jean Altamir da Silva e Wesley Silva, serão defendidos pelo advogado Carlúcio Ferreira. O réu   Ricardo Pereira da Silva, terá um defensor público como advogado.  Dinho Santos

 

 

 

 

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