A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira, 2, a Operação Quinta Coluna, que investiga uma associação criminosa que utilizou aeronaves da Força Aérea Brasileira para enviar drogas para a Espanha.
Ao todo, são cumpridos 15 mandados de busca e apreensão e dois mandados que restringem a comunicação dos investigados. Os alvos também foram impedidos de deixar o Distrito Federal, por determinação judicial.
As apurações miram ainda a lavagem de ativos obtidos em razão dos crimes.
Durante a operação, os agentes apreenderam drogas na casa de um dos suspeitos.
A Justiça Federal de Brasília ainda
determinou o sequestro de imóveis e de veículos dos suspeitos de integrar o
esquema criminoso. Militares da FAB também participam do cumprimento das
medidas. A reportagem tenta contato com a corporação.
Investigação
Segundo a PF, as investigações demonstram que, além do sargento brasileiro Manoel Silva Rodrigues, flagrado com 37 kg de cocaína em um avião da comitiva presidencial em junho de 2019, na Espanha, outros suspeitos se associaram ao militar, "de forma estável e permanente, para a prática do crime de tráfico ilícito de drogas". O militar cumpre pena no país europeu e, em setembro do ano passado, a Justiça espanhola negou o pedido de transferência do sargento para o Brasil.
Em relação à lavagem de dinheiro, as investigações apontam "diversas estratégias do grupo criminoso" para ocultar os bens obtidos por meio do tráfico de drogas, "especialmente a aquisição de veículos e imóveis com pagamentos de altos valores em espécie", disse a PF.
As penas previstas para os crimes de
associação para o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro vão de 3 a 10 anos de
prisão.
Droga apreendida
Em junho de 2019, o sargento da
Aeronáutica brasileira foi detido no aeroporto de Sevilha por transportar 37 kg
de cocaína na bagagem de mão. A droga estava em pacotes de um pouco mais de
1kg. O entorpecente foi detectado por agentes espanhóis.
No ano passado, o militar fez um acordo
com a promotoria espanhola e cumpre pena de seis anos e um dia de prisão. O
tempo de pena é menor do que o da condenação anterior, de oito anos. Rodrigues
também foi condenado a pagar uma multa de 2 milhões de euros.
Com informações do G1

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