
Presidente criticou, em rede nacional de rádio e TV na
noite desta terça, medidas como o fechamento de escolas e isolamento de jovens
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse
na noite desta terça-feira (24/03) que a crise causada pelo avanço do
coronavírus no Brasil “breve passará”; criticou medidas restritivas tomadas por
governadores e prefeitos, sem citar nomes, e convocou o país a “voltar à
normalidade”. Para o presidente, os brasileiros devem “abandonar o confinamento em massa“,
pois “o grupo de risco é das pessoas acima de 60 anos”. Bolsonaro criticou, em
pronunciamento oficial, o fechamento de escolas e medidas mais severas de
distanciamento social. “Por que fechar escolas? Raros são os casos fatais de
pessoas sãs, com menos de 40 anos de idade?”, questionou, antes de dizer que
ele próprio, apesar de ter 65 anos, sentiria apenas uma “gripezinha” ou
“resfriadinho”, já que tem “histórico de atleta”. Bolsonaro foi paraquedista no
Exército. O presidente achou tempo ainda, nos cinco minutos de pronunciamento
oficial, para ironizar o médico Drauzio Varella, mesmo sem citar o nome dele.
Foi uma referência a um vídeo de
Drauzio de janeiro deste ano, com informações desatualizadas sobre o
coronavírus, que até então não havia chegado ao Brasil. A mídia foi
atacada pelo presidente na fala por, segundo ele, ter criado uma “verdadeira
histeria” sobre os riscos do coronavírus e lembrou que a Itália, país que mais
sofre as consequências da pandemia atualmente, “tem grande número de
idosos e um clima completamente diferente do nosso”. A fala ocorreu em em
pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão. Site Metrópole
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