O Ministério
Público Federal (MPF) denunciou à Justiça o vice-governador do Pará, Lúcio Vale
(PL), apontado como integrante de uma organização criminosa que desviou R$ 39,6
milhões de 10 municípios paraenses.O vice-governador que foi eleito em 2018 na chapa de
Helder Barbalho, é apontado como integrante de uma organização
criminosa que desviou R$ 39,6 milhões de 10 municípios paraenses.
De acordo com as investigações, fraudes em licitações foram realizadas
entre 2013 e 2017. A organização teria usado empresas de fachada para desviar
verba que seria destinada principalmente à compra de merenda escolar. Também
foram identificados desvios de recursos da saúde e da assistência social.
Quando os mandados foram cumpridos pela PF, o governo do Pará afirmou
que a investigação se relaciona a fatos anteriores ao mandato e não tem relação
com a vice-governadoria. A defesa de Lúcio Vale informou em nota que não teve
acesso à íntegra da denúncia, e só irá se pronunciar após ter conhecimento dos
documentos.
Outras 31 pessoas foram denunciadas, a maioria por participação na
organização. Elas também vão responder pelos crimes de corrupção, lavagem de
dinheiro, falsidade ideológica e peculato, cujas penas, somadas, chegam a 39
anos de prisão mais multa. De acordo com o MPF, foram desviados recursos dos municípios
de Viseu, Ipixuna do Pará, Mãe do Rio, Cachoeira do Piriá, Marituba, Santa Maria do
Pará, São Miguel do Guamá, São Caetano
de Odivelas, Ourém e Marapanim. Além do
atual vice-governador do Pará, participavam do esquema fraudulento, Cristiano
Dutra Vale, irmão do vice-governador que é deputado federal e ex-prefeito de
Viseu, e Leonardo Dutra Vale, atual prefeito de Cachoeira do Piriá. O atual
prefeito de Viseu, Isaias José Silva Oliveira Neto, também fazia parte do, de
acordo com a denúncia do MPF. G1.
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