quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Vice-governador do Pará é acusado de participar de esquema que desviava recursos da merenda escolar de 10 municípios


O Ministério Público Federal (MPF) denunciou à Justiça o vice-governador do Pará, Lúcio Vale (PL), apontado como integrante de uma organização criminosa que desviou R$ 39,6 milhões de 10 municípios paraenses.O vice-governador que foi eleito em 2018 na chapa de Helder Barbalho, é apontado como integrante de uma organização criminosa que desviou R$ 39,6 milhões de 10 municípios paraenses.
De acordo com as investigações, fraudes em licitações foram realizadas entre 2013 e 2017. A organização teria usado empresas de fachada para desviar verba que seria destinada principalmente à compra de merenda escolar. Também foram identificados desvios de recursos da saúde e da assistência social.
Quando os mandados foram cumpridos pela PF, o governo do Pará afirmou que a investigação se relaciona a fatos anteriores ao mandato e não tem relação com a vice-governadoria. A defesa de Lúcio Vale informou em nota que não teve acesso à íntegra da denúncia, e só irá se pronunciar após ter conhecimento dos documentos.

Outras 31 pessoas foram denunciadas, a maioria por participação na organização. Elas também vão responder pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e peculato, cujas penas, somadas, chegam a 39 anos de prisão mais multa. De acordo com o MPF, foram desviados recursos dos municípios de Viseu, Ipixuna do Pará, Mãe do Rio,   Cachoeira do Piriá, Marituba, Santa Maria do Pará,  São Miguel do Guamá, São Caetano de Odivelas, Ourém e Marapanim. Além do atual vice-governador do Pará, participavam do esquema fraudulento, Cristiano Dutra Vale, irmão do vice-governador que é deputado federal e ex-prefeito de Viseu, e Leonardo Dutra Vale, atual prefeito de Cachoeira do Piriá. O atual prefeito de Viseu, Isaias José Silva Oliveira Neto, também fazia parte do, de acordo com a denúncia do MPF. G1.


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