As investigações apontam que Maximino Gomes, atua como Ouvidor-Geral
do município lidera organização criminosa que fraudava documentos de licitações
da prefeitura.
O Ministério Público do Estado do
Pará, por intermédio da Promotoria de Justiça de São Félix do Xingu, deflagrou
esta manhã (30) a “Operação Lemniscata”, para cumprir três mandados de prisão e
outros nove de busca e apreensão de bens. De acordo com as investigações,
o Ouvidor Geral do município fraudava documentos para que a empresa da qual ele
é sócio-de-fato ganhasse processos licitatórios.
Dois mandados de prisão foram
cumpridos contra duas pessoas também envolvidas no esquema. As investigações
apontam que Maximino Gomes, Ouvidor-Geral de São Félix do Xingu, forjou
documentos para que a pessoa jurídica Greentech Informática, empresa da qual
também é sócio, participasse e ganhasse procedimentos licitatórios da
prefeitura. O Ouvidor está foragido.
As investigações iniciaram após a
Ouvidoria do MPPA receber denúncia anônima indicando que Maximino Gomes usava
nomes de terceiros (laranjas) para fraudar documentos e assim participar de
licitações da gestão municipal. A empresa do Ouvidor ganhou processos
licitatórios para diversos serviços, inclusive alguns que não é capaz de
realizar.
De acordo com o promotor responsável
pelo caso, Carlos Fernando Cruz da Silva, durante a investigação foram
identificados os crimes de falsidade ideológica, uso de documento falso,
associação criminosa, direcionamento de licitação e peculato. Ao todo, 11
procedimentos licitatórios da prefeitura municipal foram manipulados. “As
investigações concluíram que os crimes foram perpetrados por um grupo liderado
pelo Ouvidor-Geral do Município de São Félix do Xingu, Maximino Gomes, o qual
forjou a documentação de pessoas jurídicas para viabilizar sua participação em
procedimentos licitatórios”, esclarece o promotor.
Foram presos Everton Fernandes Reis e Manuel Ribeiro da Silva. Ambos são
sócios da Greentech Informática e estão envolvidos nas fraudes. Durante a
operação uma terceira pessoa foi detida por posse irregular de arma de
fogo. Os mandados de prisão foram cumpridos pela Promotoria de Justiça de São
Félix do Xingu em conjunto com Grupo de Atuação Especial de Segurança
Institucional e Inteligência (GSI).
Texto: Sarah Barbosa
Edição: Edyr Falcão

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