O
Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro afirma que a soma dos
valores de propinas recebidas ou prometidas ao suposto grupo criminoso chefiado
pelo ex-presidente Michel Temer ultrapassa R$ 1,8 bilhão. Além disso, os
procuradores da República sustentam que os investigados monitoravam agentes da
Polícia Federal.
As declarações foram
feitas em coletiva de imprensa na sede da Polícia Federal (PF) no Rio de
Janeiro, na tarde desta quinta-feira (21), dia em que foi deflagrada
"Operação Descontaminação", no âmbito da Lava Jato, que prendeu o ex-presidente e o
ex-ministro Moreira Franco.
A Informação foi repassada para a imprensa durante a Coletiva de
imprensa que ocorreu na sede da Polícia
Federal no Rio de Janeiro. "Essa foi a soma de valores
que a organização criminosa teria desviado. (...) Esse valor é firmado e
colocado na peça para mostrar o quão perigosa é a organização criminosa",
explicou o procurador da República Eduardo El Hage, que complementou a
afirmação dizendo que "não é por se tratar de um homem branco e rico que
devemos ser lenientes com crimes cometidos dentro do Palácio Jaburu".
Na denúncia do MPF,
há uma tabela que associa o pagamento de propinas (prometidas ou desviadas) às
diferentes áreas de influência que em supostamente a organização criminosa
tinha controle.
Conforme informado
pela PF mais cedo, a investigação decorreu de elementos colhidos nas operações
Radioatividade, Pripyat e Irmandade, embasadas em colaboração premiada firmada
polícia. Os mandados foram expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio de
Janeiro, cujo juiz titular é Marcelo Bretas.
Ao explicar a
operação desta quinta, o delegado regional de Combate ao Crime Organizado da
PF, Rodrigo de Sousa Alves, afirmou que as ações "ainda estão em andamento
e duas pessoas ainda estão sendo procuradas pela polícia".
A procuradora da
República Fabiana Schneider, que também integra a força-tarefa da Lava Jato no
Rio, detalhou alguns dos crimes detectados na investigação. "O que
foi verificado é que o coronel Lima, desde a década de 1980, já atua na
Argeplan. É possível ver o crescimento da empresa a partir da atuação de Michel
Temer. (...) Existe uma planilha que demonstra que promessas de pagamentos
foram feitas ao longo de 20 anos para a sigla MT - ou seja, Michel Temer",
esmiuçou a procuradora. G1

Nenhum comentário:
Postar um comentário