A Polícia Civil ouviu, nesta sexta-feira, 17, o depoimento do preso Flávio Rodrigues Porto, 39 anos, na sede da Divisão de Homicídios, em Belém. Ele é acusado de intermediar a contratação de Bruno Venâncio, apontado como o pistoleiro executor do prefeito de Tucuruí, Jones William. Flávio foi transferido, ontem, do Estado de Goiás para Belém. Ele foi preso na madrugada do dia 15, em um assentamento rural, no município de São Miguel do Araguaia, norte de Goiás, por policiais civis da Divisão de Homicídios (DH) de Belém. O preso está com mandado de prisão temporária de 30 dias decretado pela Justiça. Ele é o sexto preso acusado de participação no homicídio. A transfeência e prisão do acusado foi realizada pela equipe coordenada pelo delegado André Costa, diretor da DH. O preso chegou ao prédio da Delegacia-Geral, no final da tarde de ontem.
O delegado-geral da Polícia Civil, Rilmar Firmino, e o diretor da DH concederam entrevista à imprensa na chegada do preso à Belém. Conforme Firmino, o preso foi encontrado em um assentamento denominado Uruarama. “Pra nós, é uma prisão importantíssima para o desfecho da investigação até porque, nas nossas investigações, as provas são contundentes de que ele foi o intermediário do crime”, ressalta o delegado-geral. Para realizar a prisão, houve o apoio da Polícia Civil de Goiás. O preso trabalhava para o empresário José Davi que era suspeito de ser um dos mandantes do crime e que foi assassinado no início deste mês em Tucuruí. Logo após a prisão de Bruno Venâncio, Flávio, que estava em Novo Repartimento, fugiu para Goiás. O delegado-geral classificou as investigações do crime como bem encaminhadas.
Ele explicou que esse tipo de crime é de investigação complexa. “Normalmente, tem sido quase que uma regra as pessoas que participam direta ou indiretamente desse tipo de crime serem ligadas à vítima”, detalha o delegado-geral, ao citar, como exemplos da mesma situação, os outros casos de mortes de prefeitos ocorridas em Breu Branco, este ano, e em Goianésia do Pará, no ano passado. Conforme o delegado-geral, o preso é técnico agrícola e não tem passagem anterior pela Polícia. Em relação ao envolvimento de outras pessoas, o delegado-geral detalha que todas as pessoas contra as quais existem provas materiais de envolvimento no crime já estão presas, mas as investigações prosseguem. “Creio que em breve nós concluiremos a investigação”, ressalta.
O delegado André Costa detalha que, durante as investigações, foi possível identiticar o paradeiro do procurado. “Ele estava na casa de conhecidos na região. Estava com outras pessoas que não tinham nenhum envolvimento no crime e que deram abrigo ao acusado. Foi feita uma revista na casa, mas nada ilegal foi apreendido. Ele estava morando em um assentamento rural, por ser técnico agrícola”, explica. O preso alegou que estava escondido também com medo de ser morto por comparsas do crime e também para fugir da Polícia. Com a prisão dele, o acusado será ouvido em depoimento para apresentar informações que ajudem na apuração do crime.

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