quinta-feira, 7 de maio de 2015

Polícia prende quadrilha que comercializava pó da china na região do sul do Pará

: A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (05), a Operação ‘’Pó da China Redex’’, que teve como objetivo combater o contrabando de agrotóxicos nas cidades de Redenção, Parauapebas e Tucumã, municípios localizados na região do sul do Pará. 






A operação foi realizada na manhã da última terça-feira (05), e desarticulou três grupos criminosos que operavam de forma clandestina no contrabando e comercialização do produto agrotóxico Metsulfuron, conhecido popularmente como ‘’pó da china’’ utilizado por pecuarista para desmatamento de áreas de vegetação na região do sul do Pará. Seis pessoas foram presas na operação e outras duas estão foragidas. A prisão ocorreu em cumprimento a oito mandados de Prisão Preventiva, 10 mandados de busca e apreensão e 05 Mandados de Condução Coercitiva, expedido pela justiça federal contra os três grupos criminosos. A operação foi resultado de um ano de investigação feita pela Polícia Federal, nos municípios onde o produto era comercializado em grande escala.  Policiais federais realizaram buscas em locais que funcionavam como laboratório nas cidades de Redenção, Mãe do Rio, Tucumã, Parauapebas e Ijuí no Rio Grande do Sul. De acordo com o delegado Leonardo Araújo de Almeida, que coordenou a operação em Redenção, o esquema funcionava em um modus operandis, sofisticado e envolvia a obtenção dos produtos ilícitos em países vizinhos ao Brasil, especialmente Uruguaia, utilizando diversos meios de transporte das mercadorias até a região do Sul do Pará. Em Redenção um laboratório clandestino funcionava na Avenida Dionísia Moreira, no Setor Novo Horizonte. A residência fora alugada por um dos integrantes da quadrilha que foi preso na operação. Dentro da residência os agentes encontraram uma quantidade do produto tóxico que estava sendo comercializado pelos infratores.  
De acordo com o delegado, a mercadoria ilícita era transportada de van, avião, carros particulares e outros veículos. O produto era comercializado por fazendeiros, pecuarista e agricultores de grande e médio porte, que faziam uso do produto nas suas propriedades com o objetivo de matar áreas de mata e florestas. Além dos fazendeiros, havia outras pessoas envolvidas no esquema, como pilotos de aeronaves agrícolas, e donos de empresas áreas agrícolas que estão sendo investigado pela Polícia Federal, por suspeitas de participação na disseminação dos produtos ilícitos e tóxicos em áreas da região do sul do Pará. Segundo o delegado Leonardo Araújo, o produto altamente cancerígeno, vinha sendo largamente comercializado na região, devido ao baixo custo se comparado ao produto original autorizado pelo Ministério da Agricultara, Pecuária e Abastecimento.  Os acusados foram autuados nos artigos 288 e 334 do Código Penal. Dinho Santos  


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