: A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira
(05), a Operação ‘’Pó da China Redex’’, que teve como objetivo combater o
contrabando de agrotóxicos nas cidades de Redenção, Parauapebas e Tucumã,
municípios localizados na região do sul do Pará. 
A operação foi realizada na
manhã da última terça-feira (05), e desarticulou três grupos criminosos que
operavam de forma clandestina no contrabando e comercialização do produto
agrotóxico Metsulfuron, conhecido popularmente como ‘’pó da china’’ utilizado
por pecuarista para desmatamento de áreas de vegetação na região do sul do
Pará. Seis pessoas foram presas na operação e outras duas estão foragidas. A prisão
ocorreu em cumprimento a oito mandados de Prisão Preventiva, 10 mandados de
busca e apreensão e 05 Mandados de Condução Coercitiva, expedido pela justiça
federal contra os três grupos criminosos. A operação foi resultado de um ano de
investigação feita pela Polícia Federal, nos municípios onde o produto era
comercializado em grande escala. Policiais federais realizaram buscas em
locais que funcionavam como laboratório nas cidades de Redenção, Mãe do Rio,
Tucumã, Parauapebas e Ijuí no Rio Grande do Sul. De acordo com o delegado
Leonardo Araújo de Almeida, que coordenou a operação em Redenção, o esquema
funcionava em um modus operandis, sofisticado e envolvia a obtenção dos
produtos ilícitos em países vizinhos ao Brasil, especialmente Uruguaia,
utilizando diversos meios de transporte das mercadorias até a região do Sul do
Pará. Em Redenção um laboratório clandestino funcionava na Avenida Dionísia
Moreira, no Setor Novo Horizonte. A residência fora alugada por um dos
integrantes da quadrilha que foi preso na operação. Dentro da residência os
agentes encontraram uma quantidade do produto tóxico que estava sendo
comercializado pelos infratores.
De acordo com o delegado, a mercadoria ilícita era transportada
de van, avião, carros particulares e outros veículos. O produto era
comercializado por fazendeiros, pecuarista e agricultores de grande e médio
porte, que faziam uso do produto nas suas propriedades com o objetivo de matar
áreas de mata e florestas. Além dos fazendeiros, havia outras pessoas
envolvidas no esquema, como pilotos de aeronaves agrícolas, e donos de empresas
áreas agrícolas que estão sendo investigado pela Polícia Federal, por suspeitas
de participação na disseminação dos produtos ilícitos e tóxicos em áreas da
região do sul do Pará. Segundo o delegado Leonardo Araújo, o produto altamente
cancerígeno, vinha sendo largamente comercializado na região, devido ao baixo
custo se comparado ao produto original autorizado pelo Ministério da Agricultara,
Pecuária e Abastecimento. Os acusados foram autuados nos artigos 288 e
334 do Código Penal. Dinho Santos



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