Desde a manhã de segunda-feira (9), os quase 10 mil estudantes das nove escolas do núcleo urbano de Itupiranga estão sem aula. Os 700 professores da rede municipal entraram em greve. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores na Educação Pública do Pará (Sintepp), a categoria já estava em estado de greve havia 15 dias, mas agora resolveu radicalizar.
Além de 28 propostas contidas no Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração, o PCCR, dos professores de Itupiranga, os profissionais têm como ponto central da greve a questão do reajuste salarial, como explicou o professor José Dildo Pereira Alves.
“Estamos querendo 50% de diferença salarial dos professores do ensino médio para o ensino superior; e também o cumprimento do PCCR, no ponto em que determina que o valor do reajuste do salário do professor tem que ser corrigido anualmente de acordo com o valor/aluno, que é repassado pelo MEC para as prefeituras, mas isso não vem sendo cumprido pelo prefeito de Itupiranga”, relatou o professor.
Ainda de acordo com José Dildo Alves, os professores só decidiram cruzar os braços porque até o momento a prefeitura não deu resposta concreta para os pleitos da categoria: “Já tivemos duas reuniões, mas o prefeito sempre alega que não pode pagar, e fica nesse impasse, por isso resolvemos radicalizar para ver se a gente chega num consenso logo.”
Os grevistas tentaram uma reunião na manhã desta terça-feira com o prefeito Benjamin Tasca, mas ele não recebeu a categoria, segundo informaram os professores. Diante disso, eles buscaram apoio da Câmara Municipal que ficou de mediar a situação.
O Marabá Notícias tentou contato por telefone com a Prefeitura de Itupiranga para saber qual a posição do município em relação à greve, mas ninguém atendeu às chamadas telefônicas.

O Concurso de Itupiranga foi publicado, mas gostaria de saber qual o valor real liquido que um professor ganha no município, visto que o edital menciona apenas o salario base.
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